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Mercantilismo da fé
"Se eu quiser falar com Deus...."
Não preciso nem de igreja Posso falar em um bar Tomando minha cerveja Se ele for quem penso ser Jamais dirá: - ora veja!! Eu não preciso de padre Muito menos de pastor Não preciso de rabino Recuso ter confessor Ao dormir falo comigo Revelo a mim, minha dor. Religião tem comércio Nela vejo hipocrisia Só sepulcro mal caiado Vendem muita fantasia Subjulgam pelo medo Matando nossa alegria. Vejo deus do meu tamanho Na areia como um grão O vejo na natureza No abraço de um irmão Também o vejo no mar Nas notas de uma canção. Pra que uma igreja tão grande? Templos cobertos de ouro Pro homem se sentir pequeno? Sem nenhum porte ou tesouro O maior valor do homem Está na mente e no couro. Ateu, atoa e com fé... Em mim e na minha gente Meu caminho eu mesmo traço Sigo reto e sempre em frente Mainha sempre ensinou-me: -Nada tema e tudo enfrente. Assim eu acordo sempre Consciente e bem feliz Procuro muito aprender Sendo eu sempre um aprendiz O meu deus não tem templo Falo dele em chão com giz. Salvador, 12/09/26
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 12/09/2026
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