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Gentileza gera gentileza
Fico aqui só matutando
Mas por que tem gente assim? Agem como marimbondo Podendo ser querubim Voam brabas com ferrão Vixe armaria aí de mim. E eu sigo aqui só pensando Como é linda a gentileza Dar um cordial bom dia Espontâneo e com leveza Muda até gente ruim Só com gentil sutileza. Paro pra raciocinar Por que fociferam tanto Não lhe tocou a beleza Nem pureza do acalanto Quem com ferro feri a flor Causa só tristeza e pranto. Observando eu caminho Vendo a solidariedade Em uma mão estendida Em um gesto de bondade Volto acreditar no mundo Creio no fim da maldade. Eu vi Freira pequenina Com a força de um gigante Vi um Beija-flor sozinho Enfrentar fogo arrogante Também vi Chinês pacífico Parar furioso tanque. Tudo que vi eu espalho Clamando um Ode pro bem Quero parar a maldade E assim eu falo de alguém Lembrando do Gentileza Profeta que está no além. Gentileza ele espalhava Flores, gestos e palavras Alguns o achavam um louco Só quem tem na mente travas Outros bem muito mais puros Aceitavam suas lavras. Quem sabe num mundo assim Não teríamos tantas guerras E matar, somente a fome Mais distribuição de terras Sem o sangue derramado Bandeiras carmim nas serras. O vermelho que os assusta Sem uma real razão Foi plantado de propósito Por gente com tal noção Que capitaliza a usura Como forma de expressão. O verbo compartilhar Tem no som o seu valor Também a expressão comum Só guarda força e clamor Pensar com a comunhão Traz pro doce mais sabor. Lennon sonhou com um mundo Sem fronteiras, com igualdade Uma utopia moderna Que venceria a maldade Eu sonho junto com ele Viva a solidariedade. Salvador, 05/09/26
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 05/09/2026
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