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Cacimba do versar
Mergulhei numa aventura
De erudições e saberes Me embeveci nos dizeres Da nossa vasta cultura Provei a doce mistura Das águas da poesia A viola e a cantoria Fazem minh'alma cantar Na cacimba do versar Eu me banho todo dia! Esqueci por um momento Da seca e até dos sertões Depois que eu li Camões Homero e seu argumento Que me perdoe o jumento Sem qualquer aleotria Nos clássicos vi magia Que me levou a sonhar Na cacimba do versar Eu me banho todo dia! Descanse em paz Lampião Eu procurei outro tema Um paradoxal dilema Mudou minha inspiração Hoje peguei a visão Na asa da filosofia Eu repenso a maestria Quando vou poetizar Na cacimba do versar Eu me banho todo dia! A minha pena eu empenho Para as causas ancestrais Pros problemas sociais Que fazem franzir o cenho Como o pífio desempenho De quem rouba a mais valia Frusta sonho e fantasia Querendo nos enganar Na cacimba do versar Eu me banho todo dia! Salvador, 28/6/26,
Jessé Ojuara, Jomansan (Mote) e Edionaldo Souza (Glosa 1)
Enviado por Jessé Ojuara em 28/06/2026
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