Poeta Jessé Ojuara

*Nunca se nega a ninguém, café, água e Poesia.

Textos

A revolta do Beija-flor
Revoltado Beija-flor
Hoje me jogou na cara
Mas por que me viciou
Com a substância rara
Aprenda na natureza
Não tem açúcar Ojuara.

Instalou o bebedouro
Com esse líquido viciante
Agora seu preguiçoso
Tal qual um vil traficante
Esquece de abastecê-lo
Escute esse suplicante.

Mantenha-o também limpinho
Ele hoje está nojento
Está repleto de fungos
E tem até excremento
Se fizer faça direito
E respeite o meu lamento.

Sobre o açúcar pesquise
Prefiro açúcar do branco
Nada de mel, pois fermenta
Ah! Detesto solavanco
Logo cuidado co' o vento
Sua mente pega no tranco?

Eu fiquei só matutando
Que atrevido passarinho
Mas na real me compensa
Mas como ele é tão lidinho
Pendurei uma casinha
Quem sabe ele faz um ninho.

Desculpe-me Beija-flor
Prometo que vou cuidar
Com zelo do bebedouro
Para nele ver pousar
Quem sabe em linda manobra
No derredor volitar.

Salvador, 18/6/26,
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 19/06/2026
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