

![]()
A revolta do Beija-flor
Revoltado Beija-flor
Hoje me jogou na cara Mas por que me viciou Com a substância rara Aprenda na natureza Não tem açúcar Ojuara. Instalou o bebedouro Com esse líquido viciante Agora seu preguiçoso Tal qual um vil traficante Esquece de abastecê-lo Escute esse suplicante. Mantenha-o também limpinho Ele hoje está nojento Está repleto de fungos E tem até excremento Se fizer faça direito E respeite o meu lamento. Sobre o açúcar pesquise Prefiro açúcar do branco Nada de mel, pois fermenta Ah! Detesto solavanco Logo cuidado co' o vento Sua mente pega no tranco? Eu fiquei só matutando Que atrevido passarinho Mas na real me compensa Mas como ele é tão lidinho Pendurei uma casinha Quem sabe ele faz um ninho. Desculpe-me Beija-flor Prometo que vou cuidar Com zelo do bebedouro Para nele ver pousar Quem sabe em linda manobra No derredor volitar. Salvador, 18/6/26,
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 19/06/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|