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Compaixão
Sacrifício mais amor
Redenção da humanidade Na reflexão do dia Que fiz com sinceridade Não tem palavra paixão Eu prefiro compaixão Mas por onde anda a verdade? Tendo minha mesa farta Falta em mim mais empatia? Desligar televisão Nos remete a fantasia Da nossa omissão cristã Essa atitude pagã Mascara só letargia. Essa escalada do mal Não dá trégua na semana Também nesses dias "santos" A torpe maldade emana Pois vis senhores da guerra Crueldade não encerra Pensem na gente Cubana! Sem remédios, sem comida Quase um século embargado Pensem nas pobres crianças Explodidas lado a lado Lembre' o povo Palestino Quem tem traçado destino Por genocídio abafado. Tudo que ocorre no mundo Vemos na televisão Já quase que acostumados Entre uma e outra refeição Passe o sal, dê-me o palmito Nem escutamos o grito De tanto inocente irmão. Confesso que me iludi Sempre ao pensar no futuro Sonhei com evolução Um ser humano mais puro Com visão no coletivo Comum e mais inclusivo E sem líder imaturo. Ao ver gente ignorante Vestir nefastas bandeiras Sem estudar o contexto Propagam muitas asneiras Sinto até vergonha alheia Gente que com Mala Cheia Manipula' essas topeiras. Mas se o Redentor voltasse Voltaria a proclamar Seus lindos ensinamentos Principal, o verbo amar Desejar pro seu irmão Mais amor e compaixão Mas também ía expulsar. Dos templos os vendilhões Os mercadores da fé Gente vil que engana o povo Desde os tempos de Javé Com um chicote na mão Mas amor no coração Mudaria essa maré. Findo aqui esse cordel Lembrando daquela rosa Digo Rosa de Horoshima Hoje bem mais perigosa Pois pode acabar o mundo Na mão de um ser imundo A omissão é vergonhosa. Salvador, 03/04/26
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 03/04/2026
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