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Domingo de Ramos
Ramos de árvore que tem:
Amor, paz e liberdade Consciente fantasia Mais desejos de igualdade Ramificam com bons frutos Durando pra eternidade. Porém quando o ramo tem: Falsidade, desamor Ódio junto a hipocrisia Vai brotar é muita dor Distante do ensinamento De Jesus, o Salvador. Mesmo não sendo Cristão Eu entendi a mensagem O que eu não compreendo É a humilde vassagem Pros mercadores da fé Espertos em maladragem. Para tanto usam o medo Criaram pânico e o inferno No banquete das mentiras Tem fantasia do eterno Com um preço bem salgado Mercantilismo moderno. Indulgências pra políticos Vista grossa pra doutor Quem tem colarinho branco Passa cheque ao portador Recebe a chave do céu Mesmo o infame pecador. O coitado miserável Tem que apertar o orçamento Para comprar a passagem Pra morar no firmamento À custa de privação De inconsciente lamento. Santa é toda semana Na qual a paz seja honrada E déspotas carcumidos Não faça vil laranjada Lembrar Rosa Hiroshima Deixa a terra apavorada. Mas ver gente que defende E se cobre com bandeira Sem noção, o ignorante Vomita tanta besteira E tudo em nome de Deus Blasfêmia tão verdadeira. Tenho amor pela razão Ramos da filosofia Que frutica' o saber E amor pela poesia Seguindo vou semeando Mesmo sem ter maestria. Salvador, 29/4/26.
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 29/03/2026
Alterado em 29/03/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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