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Chuva no sertão
O sertão fica tão lindo e até nobre
Que afugenta a vil dor, necessidade Não carece fugir mais pra cidade Esse bálsamo engana gente pobre Que inclusive também sonha com cobre Na ilusão de deixar pra trás agrura Porque fome real é ditadura E a miséria confunde e nos desterra O sertão quando chove veste a terra Com o manto sagrado da fartura.
Jessé Ojuara e Palloma Brito (Mote)
Enviado por Jessé Ojuara em 09/03/2026
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