Poeta Jessé Ojuara

*Nunca se nega a ninguém, café, água e Poesia.

Textos


Bebum cauteloso

Minha branquinha eu bebia

Sem medo ou preocupação

Co' esse tal de metanol

Aumentou a precaução

Ontem ofereci ao santo

Me disse:- Lá ele irmão.

 

Esse mundo tá perdido

Batizaram a cachaça

Por cobiça ou maldade

Pois sendo grande a trapaça

Ou eu paro de beber

Ou caixão, vela e fumaça.

 

Pobre tá mesmo lascado

Agora nem circo e pão

A minha amada branquinha

Apetitoso quentão

Pode me levar a morte

Vou pedir degustação.

 

Cabeça prove um pouquinho 

Antes de eu degustar

Tu precisa garantir

O que vende no seu bar

Ele diz: - bebo lá dentro

Se morrer não vou voltar.

 

Mas isso é o fim do mundo

Amargedon de verdade

Cachaça é paliativo

Que rouba a sobriedade 

Todos sem cabeça feita

Botam fogo na cidade.

 

Vão enxergar os desmandos

Tanto roubo e malandragens

Nossos neurônios sem álcool 

Não cai mais em sacanagens

Viva então pro metanol

Será o fim das visagens.

 

Salvador, 04/10/25

Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 04/10/2025
Alterado em 18/10/2025
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