

![]() GuerraO jardineiro da morte Fez um broto diferente Quer plantar a nova rosa Mais mortal e mais potente Em Hiroshima aprendeu Nagasaki o convenceu Que a morte é conveniente.
"Faço guerra pra ter paz" É discurso descarado Fazem guerras pra lucrar Vão ganhar um bom bocado É coisa de genocida De maldito fratricida Egoísta empavonado.
Quando deveria o mundo Fazer guera contra a fome Aquecimento global E outros males que consome Vejo a morte se alastrar Conjugam verbo ganhar Com seu nome e sobrenome.
É ganância, hipocrisia Muito sede por poder E tudo isso degustado Bem na hora de comer Visto na televisão Em macabra transmissão E o que nós vamos fazer?
Ao ver crianças morrendo De fome e de inanição E os vis senhores da guerra Gastando mais de bilhão Pra enriquecer belicistas São sempre os mesmos artistas Anjos da destruição.
Nesse teatro bizarro Capital finca bandeira Muitos perdem, poucos ganham A humanidade rasteira Mostra que nada aprendeu Com que já aconteceu Sonho um mundo sem fronteira.
Sem tanta desigualdade Sem paraíso ou inferno Livre de religião Sem cidadão subalterno Será que é vã utopia Ou poderemos um dia Ter um mundo mais fraterno?
Salvador, 26/06/25, Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 26/06/2025
Alterado em 26/06/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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