

![]() MisériaCom mais de oito milhões Quadrados nesse Brasil Uma Nação tão gentil Mas com muitas distorções As crianças nos lixões Ingerindo carne crua E o cenário continua Para todo mundo ver Eu não consigo entender Tanto morador de rua.
Eu acho que a explicação Só pode estar na ganância Porque tanta discrepância Ofende a justa razão Eu pergunto meu patrão Por que tanta terra é sua Ver minha família nua Só me faz enfurecer Eu não consigo entender Tanto morador de rua.
Pense só nesse cenário Uma divisão mais justa Eu bem sei que isso lhe assusta Mas não seja um mercenário Ou vil latifundiário Que a dor do irmão acentua Sua gula diminua Pra que todos possam ter Eu não consigo entender Tanto morador de rua.
Falam de Deus e família Mas agem com crueldade Sem fé, amor, cristandade Pra lucrar mantém vigília Tinham suporte em Brasilia Seu empregado extenua Só sua prole gradua Para o status se manter Eu não consigo entender Tanto morador de rua.
Meu rincão abandonei Pela seca maltratado Pelo patrão explorado Que triste sina eu herdei Eu na rua me abriguei Como teto só a lua O desprezo perpetua Injustiça faz sofrer Eu não consigo entender Tanto morador de rua.
A noite vendo os filhinhos Lá no papelão dormindo Continuo me arguindo Porque aceitei tanto espinhos Se junto com meus vizinhos Rejeitasse a falcatrua E gritasse:-Senta a pua Eu livre podia ser Eu não consigo entender Tanto morador de rua. Jessé Ojuara e Zilmar de Souza (Mote e glosa 1)
Enviado por Jessé Ojuara em 13/05/2025
Alterado em 14/05/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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