

![]() CordelPendurados num cordão Os folhetos de cordel Sempre fui leitor fiel Do romance do pavão A vida de Lampião Jararaca não foi fraco Todo movimento opaco De Maria cangaceira Eu nunca voltei da feira Sem um cordel no bisaco.
Enalteço o Cordelista Um poeta popular É tão lindo o seu versar Simples e universalista Tudo tem na sua lista: Sertão, aventura e Baco Causo de cabra velhaco Pobre sem eira nem beira Eu nunca voltei da feira Sem um cordel no bisaco.
Eu cismei fazer poesia E hoje tal qual aprendiz Busco na fonte e raiz Gente que tem maestria E ensina com simpatia Eu lhes pago co' um pataco Que recebi dum Polaco Que conheci na Ribeira Eu nunca voltei da feira Sem um cordel no bisaco.
Sou nordestino retado Com cordel aprendi ler Também me atrevo escrever Quero deixar meu legado Mesmo sem ser afamado Morando em simples barraco Vou pitando meu tabaco Sem me abalar com besteira Eu nunca voltei da feira Sem um cordel no bisaco. Jessé Ojuara e Zilmar de Souza (Mote e G1)
Enviado por Jessé Ojuara em 08/04/2025
Alterado em 08/04/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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