

![]() Carnaval do apartheidCada dia gosto menos Desse atual carnaval É carnaval da exclusão Apartheid social Vejo isso em todo Brasil Separação bem hostil O povão se dando mal.
Que vergonha Salvador Nossas ruas loteadas Para instalar Camarotes Pra não serem misturadas A elitista nobreza Quer se afastar da pobreza Igualdades maquiadas.
Digo há muito já morreu O carnaval popular Onde a praça era do povo Pra brincar e pra pular Eu vejo hoje escravidão Pretos cordeiros no chão Os ricos seguem a explorar.
Camarotes luxuosos Que só faltam ter piscina Mas tem até passarela Ela aumenta adrenalina Se esse troço desabar Muita gente vai matar Apartheid abre a cortina.
Eu vi chorar o Pierrot Colombina não achou Estava no camarote Mordomia a conquistou Pierrot decepcionado Quase morre embriagado E da polícia apanhou.
Devolvam meu carnaval Empresários usurários Políticos sem vergonhas Vermes tão autoritários Povo quer estravasar Ou então vão estourar Chega de tantos calvários.
Salvador, 02/03/25, Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 02/03/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|