

![]() Poeta da capitalPoeta da capital As vezes é fingidor Come cuscuz, tapioca Finge ser do interior Só pelo amor do sertão Dizem que ele é um ator.
Mas isso nunca faz mal Das origens me aproxima Do bom cordel de raiz Como não tenho obra prima Eu finjo ser do ricão Pra cativar mais estima.
Gosto muito dos poetas Que são muito performáticos Usam todos os recursos Até mesmo telepáticos Para dar o seu recado Sem medo de ser lunáticos.
Viva para insanidade Se expressem livres dos tocos Ser certinho é opção Mas existem muitos poucos O Miró da Muribeca Era nosso rei dos loucos.
Cada qual no seu quadrado Para ser o que bem quer Usar sua fantasia A liberdade requer Aceitação e respeito Para o homem e pra mulher.
Salvador, 22/08/24, Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 23/08/2024
Alterado em 23/08/2024 Copyright © 2024. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|