

![]() LampiãoO Virgulino Ferreira Tinha o vulgo Lampião Nasceu em 4 de junho Na Bela Vista de então Mas hoje é Serra Talhada Pernambuco é seu rincão
Ele entrou para o cangaço Depois do seu pai vingar Ganhou o seu apelido Por muito bem atirar Cada bala que cuspia Via a noite iluminar
Como ardente lampião Em noite sem lua cheia Sua fama correu mundo Pra mais de uma volta e meia Muito cantado em cordel Sangue fervia na veia
Com o seu corpo fechado Muita astúcia e valentia Era um cabra muito macho Porém lhe domou Maria A mais bela do sertão Lhe deu amor e alegria
Sendo uma mulher bonita E também bem corajosa Fez o cabra amolecer Maria não era prosa A rainha do cangaço Eu exalto em verso e glosa
Se Lampião foi herói Assassino ou justiceiro Não vou falar disso aqui Nesse cordel tão ligeiro Também relato da época Não era assim tão certeiro
Ele morreu em Angicos Em uma infame emboscada Foi em 28 de julho A data ficou marcada Traído por um coiteiro Teve a cabeça arrancada
Mesmo fim teve a Maria Sua grande companheira Assim se desfez o bando Mas a história é maneira Aqui findo esse relato Novo cordel na algibeira.
Salvador, 04/6/24, Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 04/07/2024
Alterado em 05/07/2024 Copyright © 2024. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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