

![]() Janela de JohariHoje lhes peço sem ira: Não jogue a primeira pedra Aquele que sempre medra Nunca se escuda em mentira Toda a verdade me inspira Mesmo sendo um fingidor Por vezes acusador Também uso puro manto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Um Dalai, Buda ou Jesus Eu sei que jamais serei Muito já reencarnei Carregando a minha cruz Com mentira e com capuz Sigo sendo um sofredor Buscando o bem com ardor Ciente que causo pranto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Se só no outro vejo inferno Ele pode está em mim Agora pensando assim Vou anotar no caderno Repetir e ser fraterno Dos meus erros ser credor Fugir do bajulador Que se mostra sacrossanto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Meu sepulcro também pinto Queria expor como é Mas sem me esconder na fé Nem mascarar o que sinto Queria ser mais sucinto Confesso-me um falador Tal qual você, busco o amor Também causo desencanto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Meu espelho tem mil faces Vejo apenas o que quero Preciso ser mais sincero Não ter folhas, qual alfaces Tantas máscaras e interfaces Faz perder meu esplendor Então abandono o andor E em Johari causo espanto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Para ter o seu perdão Eu preciso perdoar Aprender a me calar Não preciso ter razão Insistir na discussão Faz aumentar o calor Causa dano e muita dor Isso vou parar portanto Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador
Não basta me confessar Preciso ter coerência Verbo vazio na essência É mera palavra no ar Vou orar e vigiar Para não causar pavor Tentando não ter rancor Eu canto o meu acalanto: Nenhum ser humano é santo Eu também sou pecador. Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 19/01/2024
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