

![]() Poemas guardadosLimpando minha bancada Ouvi um choro baixinho Quando abri todas gavetas Avistei um cordelzinho Ainda mal acabado Lá no fundo abandonado Bem triste e só, sem carinho
A cena me comoveu Perguntei aquele escrito: - Por que choras cordelzinho, O que lhe faz tão aflito? Respondeu: - a ingratidão - E também a solidão - Sinto-me como um proscrito
Lembrei do seu nascimento E qual foi a inspiração Fala de um Pequeno Príncipe Cheio de sonho e paixão Mas por quê o abandonei? Tantas horas dediquei Na sua elaboração
O peguei bem comovido E sacudi a poeira Coloquei sobre a bancada Com promessa verdadeira: - Prometo lhe concluir - Perdão por eu desistir - De sua saga maneira
Nesse instante outros rumores Muitos versos a gritar Outros poemas guardados Começaram a protestar: - Também de mim esqueceu - Você sempre prometeu, - Versos não discriminar
- Lembra de mim seu poeta? - Eu falo do Zé Limeira - E de mim, ingrato vate - Eu conto a história da Feira Gritaria foi geral Confusão bem surreal Percebi que fiz besteira
Um Poema tal qual filho Não se deve abandonar Os versos tem sentimentos Eles vão se magoar Quando estão inacabados Dê atenção e cuidados Depois é só terminar
Tenha foco e objetivo Não saia parindo a toa Ter muitos versos guardados Não é uma coisa boa Faça poucos mais conclua Senão é maldade crua Que no mundo da arte ecoa
A lição hoje aprendi Vou ter bem mais atenção Com os meus versos guardados Lhes darei mais proteção Revê-los a todo instante Sei que fui bem arrogante Eu lhes peço meu perdão. Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 22/10/2023
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