

![]() O juizFaça o bem sem olhar quem Me ensinou saudosa avó Mas a vida dá seu nó Não se engane, faça o bem Mostre a cara que tu tem Só repare a sua conta Sei, seu erro lhe confronta Porém a todos acuda Seja sempre a mão que ajuda E nunca o dedo que aponta.
Só cuide do seu jardim Se o quintal do seu vizinho Estiver muito verdinho Com rosas mas alecrim Não fiques assim-assim Toda inveja é triste e afronta O bom caráter confronta Toda maldade em tu gruda Seja sempre a mão que ajuda E nunca o dedo que aponta
Da maneira que julgares Tú serás também julgado Em cada dedo apontado Terás sobre ti olhares Nas palavras que falares Não ponha nelas afronta Pois delas tú darás conta Com tua alma desnuda Seja sempre a mão que ajuda E nunca o dedo que aponta
A nossa sociedade Tem juízes pra julgar Quem sou eu para apontar E impor a minha verdade Não temos autoridade Pra por sentenças na conta Todo julgador remonta A uma índole miúda Seja sempre a mão que ajuda E nunca o dedo que aponta.
Jessé Ojuara e Glosa 1 e 2 -Mote: Josinaldo Lopes -
Glosa 3: Edionaldo Souza e
Glosa 4: Vivian Lissek
Enviado por Jessé Ojuara em 21/05/2023
Alterado em 21/05/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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