

![]() Dia da verdadeMinha sogra perguntou Genro você tá bebendo? Eu respondi bem ligeiro Sogra, só estou comendo Mas ela insistiu teimosa E eu fui logo esclarecendo
Estou comendo só água Apenas dia de feira Sábado junto os amigos Pra tomar a saideira E no domingo eu descanso Tomando uma na Ribeira
Então ela me indagou De uma forma afetuosa Cafajeste e as mulheres Disse quase numa glosa Muito fujo feito o gado Foge de febre aftosa
Continuou inquirindo Parecia um delegado Estás indo para Igreja? Vou com o poeta Afamado Rezo pra sua saúde Pra sempre estar do meu lado
Ela olhou desconfiada E com seu jeito amoroso Disse seu cabra safado Cachaceiro e mentiroso Coitada da minha filha Sonhou com homem garboso
Posso até não ser formoso Mas eu não tenho feiura E te digo jararaca Que tens veneno sem cura Sua filha está feliz Não herdou sua amargura
Logo a velha emputeceu Partiu para ignorância Usou tantos adjetivos Preferir manter distância Porque nada é pior Que cobra em beligerância
Eu findo aqui essa estória Minha sogra tem pureza Tal qual cerveja eu lhe amo Bem fria encima da mesa Hoje é dia da mentira Viva a vida com leveza.
Jessé Ojuara
Enviado por Jessé Ojuara em 01/04/2023
Alterado em 01/04/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|