

![]() UrbanidadesUm passeio na cidade Implica em observar Muros e cercas elétricas E eu não deixo de pensar: É prédio ou uma prisão? Me sujeito a indagação Mil coisas penso ao olhar
Grades, muros, muros feios Vítimas do intemperismo Moradores prisioneiros Entre um social abismo Que os separam das favelas Que são vistas das janelas Um vexatório egoísmo
Disfarce de segurança Mundinho com distopia Eles mesmos se enganam Deviam ler mais poesia Arremendo de prazer Pasteurizado lazer Uma mórbida alegria
Nas favelas sem comida Ecoam sons estridentes Muitas vozes em uníssono Cantam e dançam contentes Alegria ou euforia Miséria com melodia Desgraças onipotentes
Luxuosos condomínios Viraram reais prisões Políticos prisioneiros Dentro de suas mansões Cadeia no domicílio Que lhes mantém em exílio E o povo preso em grilhões
Afasta de ti esse cálice Não cale-se frente o mau Se tu cultivas o abismo Atraí dor abissal Vai colher o que plantou Semente que semeou Uma sansara ancestral. Jessé Ojuara e Vivian Lissek
Enviado por Jessé Ojuara em 14/11/2022
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|